azul


Azul é profundo. É o céu e o mar. É o mundo em um círculo.

O infinito é azul. Parece preto, mas na verdade é azulado. Um azul tão forte, tão escuro, que confunde-se com a cor negra. O universo é cheio de possibilidades, experiências que, se não vividas, nunca serão. O que é ruim e o que é bom: não há resposta. Criamos categorias que nos impedem, mas mesmo assim a vida continua.

Mergulhou no mar, descobrindo a imensidão que a existência pode oferecer; profundidade, a sensibilidade. Há uma grande pressão, mas é possível suportá-la; o ser pode suportar sentimentos tão angustiantes e ainda assim continuar vivo, e, no fim, aquilo se torna uma experiência importante, que o possibilita compreender tudo, ou quase tudo.

Subiu aos céus, observando toda a imensidão alaranjada e rosada, que em minutos deu espaço ao mais belo dos azuis. As luzes das estrelas são como alucinações acima de tantas maldições presas na Terra; são esperanças brilhosas que nos inspiram a acreditar, continuar, existir. Alcançar as estrelas parece possível.

Viajar em todos os sentidos do azul é indescritível, pois é preciso vivê-lo.

Azul é sensível. Uma tranquilidade cheia de significado. É turbulência, movimento de cor fria, uma agitação estática. Permanecer parado, físico intacto, mas com a mente e coração completamente inquietos pela emoção que perpassa todo o corpo. É compreender a sua própria existência interior, conhecer suas entranhas sem toque, mas da maneira mais sensitiva o possível. Viver o seu próprio eu, para si próprio e mais ninguém; a solidão da existência em sua única e melhor companhia.

O ser é azul, em todos os seus únicos e profundos sentidos. É o extraordinário que nos parece impossível, é o mais puro conhecimento. Conhecer-se e, assim, ser. Quanto mais esperamos, o azul enfraquece, empalidece e morre. Seja e viva seu azul.